terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Como variam as variáveis

Para um analista econômico ou um estatístico, algumas perguntas são até engraçadas. Quando alguém pergunta por que o Ibovespa está indo e vindo tanto, por que uma semana em alta e logo na outra em baixa e, assim sucessivamente, a resposta é simples: porque o Ibovespa depende de muitas variáveis, como setor externo, desempenho das empresas, juros interno e internacionais, taxa de câmbio etc. Logo após essa primeira resposta, o interlocutor emenda: mas por que essas variáveis variam tanto? Bom, sendo educados, os analistas tendem a explicar que é assim mesmo, que de acordo com as circunstâncias que se apresenta, a tendência é variar mesmo, e essa faixa de variação muito larga (um ativo subir muito e cair muito de preço em um curto espaço de tempo) tem o nome de Volatilidade. Um analista mais mal educado diria: bom, se chamamos as variáveis por esse nome, é justamente porque variam, não são constantes.

Explicações à parte, o fato é que essa volatilidade está muito grande. Bom, para quem opera diariamente com isso, ruim para o investidor de longo prazo. O Ibovespa tem variado entre 50 mil e 55 mil pontos desde o final de outubro, e aparentemente, não vai mudar muito de ritmo no curto prazo. Hoje, o principal fator para mexer com o humor das bolsas (não só no Brasil) é a situação europeia, e essa variável não deu sinais de que vá se acomodar nos próximos meses. Para nós o caminho que está sendo trilhado é o que prevíamos e tende a ajustar de forma bem razoável os problemas, ou seja, não prevemos uma ruptura na moeda europeia ou na unidade daquela economia formada por 27 países, sendo 17 com moeda única, o Euro. O quadro abaixo mostra que, o pior momento destes últimos tempos ocorreu em agosto, como resposta ao grande susto que a Grécia deu no mundo, parece mesmo ter ficado para traz. De lá para cá o gráfico parece um eletroencefalograma.

De qualquer maneira, parece muito óbvio que a tendência clara de queda de longo prazo que prevaleceu desde o final de 2010 não está mais presente nestes últimos meses. O cenário que traçamos é exatamente esse: deve haver uma recuperação lenta e gradual, que ocorrerá aos “trancos” ao longo de todo o ano que vem, se o ajuste europeu for parecido com o que estamos prevendo.

Na semana, o movimento foi de pouca alteração em relação à semana anterior no resultado final, porém, ao longo dos dias houve bastante volatilidade, conforme se pode notar nos gráficos. Esperamos que esse comportamento seja a única coisa constante nos mercados financeiros por um bom tempo.



Assessoria Técnica

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