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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O que fazer para fidelizar consumidores (e o que não fazer)

De acordo com novo relatório da Pitney Bowes Software, consumidores pesquisados na França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, indicaram as atividades de marketing que mais os aproxima da marca e as que atuam como um repelente. Claro, uma pesquisa sempre pode trazer distorções, mas é fato que os dados são reveladores e, ao menos, devem ser levados em conta.

Os consumidores são os alvos das ações de marketing e devem, portanto, ser ouvidos. Isso é mais óbvio do que se imagina, e menos praticado do que se deveria. Na realidade, como se pode notar na tabela abaixo, muitas ações que acabam por reduzir a empatia do consumidor ainda são corriqueiras, principalmente no mundo virtual, que se tornou impessoal e muito frívolo. Exatamente por isso, algumas ações que vão no sentido contrário, personalizando o contato, são bem vistas. Os meios de comunicação mudaram e evoluíram, mas as relações humanas básicas ainda são as mesmas, assim como as suas necessidades. As empresas devem prestar atenção a isso, para que não se convertam em meras vagas lembranças na cabeça dos consumidores.


Para especialistas esse dados mostram que as empresas devem ouvir os clientes, antes de adotarem medidas e ações de comunicação e acesso, por mais criativas e mirabolantes que estas possam parecer à primeira vista.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Empresário do comércio exterior é marginalizado

Que é difícil importar e exportar no Brasil, isso é bem sabido. Que a burocracia torna a vida das empresas ainda mais difícil, isso também não chega a ser novidade. Que as pequenas empresas estão basicamente impossibilitadas de participar do comércio externo, isso também é fato reconhecido. Todavia, em artigo recente da Folha de S. Paulo, o ambiente de negócios com o exterior foi melhor dissecado, e as condições são estapafúrdias de tão ruins.

A FecomercioSP é a entidade do livre mercado, que deseja promover a melhoria do arcabouço de condições necessárias à livre iniciativa e ao desenvolvimento social e econômico do País. Nesta condição, a FecomercioSP entende que a integração global não só é desejável, como é também um caminho sem volta, com seus custos e benefícios. Quanto antes o País entender que os ganhos da abertura de mercado são mais do que compensatórios em relação aos custos, melhor para nós mesmos.
Com base no diagnóstico apresentado na reportagem da Folha de São Paulo, a FecomercioSP lamenta que o Brasil ainda seja uma das economias mais fechadas do mundo, com um grau de protecionismo que, na realidade, pune  o consumidor e restringe o crescimento econômico e a geração de emprego, sob o nobre véu da defesa da indústria nacional. A indústria nacional merece todo o respeito e deve ter internamente condições adequadas de produção e de competitividade, mas não nos parece merecer reservas de mercado, sob pena de voltarmos 30 ou 40 anos ao passado, tornando nossa economia completamente anacrônica. O que valia na década de 1970 como estratégia de aceleração do crescimento, não vale mais no mundo globalizado, e que preza o consumo de bens e serviços cada vez mais, na medida em que aumenta a renda das classes e países emergentes. A economia moderna vive de consumo de bens, mas também de experiências, de serviços, de conforto.

No Brasil existem 19 mil empresas de exportação e 43 mil de importação, um número muito baixo para os mais de cinco milhões de empresas que estão sediadas no País. Não é para menos, pois os exportadores e importadores estão sujeitos até a 12 carimbos de aprovação em órgãos diferentes, mais de 100 legislações para a área e pelo menos 130 tributos distintos. Essa situação é, além custosa em termos financeiros, extremamente onerosa em burocracia e perda de tempo. Não dá, definitivamente, para imaginar um setor de comércio externo realmente pujante dentro desse ambiente absolutamente castrador.
Assessoria Técnica

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Mais feriados, menos produção

Estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro aponta perdas de R$ 45 bilhões ou 4,4% de seu produto potencial no ano por conta dos feriados oficiais e das “pontes” quando ocorrerem nas terças e quintas-feiras. O cálculo é relativamente simples: estima-se o total da produção industrial, divide-se pelo número de dias e sabemos então, quanto é produzido por dia. A FecomercioSP estima que o cálculo tem algumas imprecisões, pois provavelmente é possível transferir produção de um dia para o outro – ainda que não de forma completa e perfeita – e também é provável que a indústria dependa mais da demanda para produzir do que do número de feriados.

De qualquer forma, é verdade que quanto mais feriados, maior o esforço que o setor industrial, principalmente na transformação, terá que imprimir para produzir. Independentemente de haver queda proporcional de produção por conta dos feriados, o fato é que são dias parados que são pagos, o que encarece o preço da produção nacional, vis-a-vis com economias que têm menos feriados, como a da China, hoje nosso principal concorrente no produto industrializado. Ou seja, se há de fato a queda de R$ 45 bilhões no produto anual não interessa, porque o custo para produzir cresce com o aumento dos feriados.
Para a FecomercioSP os efeitos dos feriados sobre o PIB recaem mais sobre a indústria no sentido de potencial produtivo. No caso dos setores de Serviços e de Comércio, há um deslocamento do consumo de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, para regiões de veraneio e de descanso como a Baixada Santista ou a região serrana do Rio. Se empresários desses locais forem perguntados quanto aos efeitos dos feriados sobre a economia, suas respostas serão positivas, certamente. Para o setor de Turismo, outro segmento representado pela FecomercioSP, o aumento de feriados é ainda melhor, pois estimula o fluxo de viagens e aumenta as chances de que um indivíduo escolha ao menos um desses períodos para viajar. Para os setores de Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o efeito negativo se dá pelo aumento do valor da hora paga, mas em geral é compensado pelo incremento da demanda.

Concluindo, há um equilíbrio entre não haver nenhum feriado no ano e um volume muito grande de datas em que parte dos negócios está parada. Os feriados possibilitam, conforme explanado, a distribuição do fluxo de consumo entre regiões do País, estimula o turismo e no final das contas, serve para relaxar e descansar a mão de obra, o que traz efeitos positivos sobre a produtividade. Por outro lado, o número exagerado de feriados vai comprometer o volume total de produção industrial, sem que haja queda nos salários pagos, o que reduz a competitividade da indústria nacional. Como tudo, o caminho do meio é sempre melhor do que os extremos.

Assessoria Técnica

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

FecomercioSP debaterá a o impacto da evolução da Classe Média no varejo

A FecomercioSP lança no dia 29 de fevereiro o estudo “A evolução da classe média e o impacto no varejo”. O crescimento da classe média continuará forte.

Em 2015, com uma população superior a 200 milhões de habitantes, a classe C será a força do País, representando mais que a soma do consumo das famílias das classes A e B. O Brasil de 2020 será um dos maiores mercados consumidores e uma das maiores economias globais.

O consumidor brasileiro, que já evoluiu do consumo básico para um patamar mais sofisticado, vai demandar cada vez mais serviços e produtos de alta qualidade. Para 2020, a estimativa é que o Brasil tenha um PIB de R$ 5,41 trilhões, um aumento de 40% em relação à previsão para 2011.

O evento será realizado na sede da entidade, na capital paulista, das 11h às 13h00. Inscrições pelo e-mail classemedia@cardseventos.com.br e pelo fone 11 3078 7592.


Assessoria Técnica

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Duas notícias vão abalar a Páscoa

Duas novidades devem sacudir o mercado nesta Páscoa:

1.         A indústria de chocolates prevê lançar 90 novos produtos entre ovos, colombas e caixas de bombons;

2.         O brasileiro não come muito chocolate.

Na realidade, o início desse texto é irônico, e não visa gerar nenhum espanto nos leitores. Claro, na Páscoa é natural que as empresas em disputa criem vários produtos novos, ou versões renovadas de produtos antigos, mas quem ler com atenção vai perceber que, no final do dia, ainda se tratam de ovos, colombas e bombons, como era em 2011, ou em 1950. De outro lado, o consumo per capita de chocolate no Brasil é realmente baixo, quando comparado com a Europa, por exemplo: enquanto o brasileiro consome cerca de 2,2 quilos por ano, na Europa essa média atinge mais de 6 quilos. Também não é grande surpresa, dado que o europeu tem um nível de renda um pouco maior do que o brasileiro, e devemos levar em conta que o clima aqui não estimula tanto o consumo de doces e chocolates como nos Alpes Suíços.
O importante, no entanto, é entender como os comerciantes estão se preparando para a Páscoa e quais as perspectivas. Isso sim é relevante, até porque a Páscoa é a primeira data comemorativa do ano, e será um bom termômetro para antecipar o ânimo dos consumidores convertido em compras em 2012. Especialistas no setor esperam crescimento de 25% a 30% nas vendas de chocolate neste ano. Se esse número se concretizar, certamente poderemos começar a pensar em novos números para o desempenho do ano. Sendo ou não o crescimento desta magnitude, uma informação já pode ser tirada: a expectativa é positiva.

Ao longo do primeiro semestre, três datas são relevantes para o Comércio: Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Namorados. Claro, isoladamente essas datas não podem carregar a responsabilidade de imprimir o ritmo do ano a todo varejo, porém para os setores diretamente afetados (chocolates e doces na Páscoa e vestuário e eletros no Dia das Mães e Namorados) o desempenho pode ser decisivo para o resultado do semestre e, talvez, do ano. Mais ainda, bons resultados  nesses setores diretamente envolvidos, provavelmente são termômetros da economia, ou seja, do emprego, da renda e da confiança. Portanto, o desempenho nas datas comemorativas tem que guardar correlação com o desempenho econômico geral. Dificilmente a economia está em recessão e ao mesmo tempo o desempenho das datas comemorativas é bom, ou vice-versa. Por isso, a primeira data, a Páscoa, é esperada com certa ansiedade pelos analistas.

Assessoria Técnica

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Como o lojista deve conduzir promoções e liquidações para obter sucesso

No ritmo pós-Natal os empresários do comércio deparam-se com uma situação preocupante: o consumidor comprou bem no natal e já começa o ano endividado. O faturamento do varejo no natal de 2011 apresentou crescimento de 3,4% em relação ao do ano de 2010. Vários fatores contribuíram para este resultado: o crescimento dos índices de emprego e renda e facilidade, tanto na obtenção de crédito, como nas possibilidades de parcelamento. Somou-se a esse cenário os recursos adicionais do décimo terceiro salário e o resultado foi um natal de boas compras e mais comprometimento de renda.

Por outro lado o consumidor endividado encontra uma situação igualmente preocupante: os gastos habituais de janeiro, como despesas com impostos, taxas, matrícula e material escolar e outras realizadas nos bons momentos das férias.

O fato é que em janeiro, se depender dos gastos que se acumulam, a tendência é de redução do ritmo nas vendas em janeiro. O fator que favorece a possibilidade de consumo para o início do ano, mais especificamente nas liquidações que ocorrem nessa época do ano, é o fato do consumidor estar com o nível de endividamento relativamente reduzido um pouco antes do Natal. A PEIC de dezembro apontou que 41,3% dos consumidores estavam endividados e, destes, apenas 10,7% estavam com contas em atraso. Esse relativo controle do endividamento permitiu que o consumidor fizesse novas dívidas e também permite que ele possa ainda aproveitar as liquidações que estão ocorrendo na cidade.

Nesse momento a melhor estratégia pata o lojista é aproveitar que o consumidor ainda tem fôlego para compras e lançar mão de sua criatividade, oferecendo novas oportunidades de compras através das ofertas, promoções e liquidações. Em tempos de mudanças o dinamismo e a criatividade são fundamentais no gerenciamento do negócio assegurando, muitas vezes, a sua sobrevivência nessa época pós-Natal.

Observar, analisar, pesquisar, enfim informar-se parece ser, hoje em dia, a principal ferramenta para o administrador. A constante reavaliação de estratégia adotada na administração da empresa deve ser prática constante e estes são princípios que valem para qualquer empresa, independentemente de seu tamanho, localização ou segmento de varejo a que pertença.

Esta é a hora do comerciante reavaliar como está o seu estoque e adotar algumas táticas para não ficar no vermelho. É a hora de efetuar promoções ou realizar as famosas liquidações de final de estação.

Grandes lojas realizam grandes liquidações, inspirando os pequenos e médios empresários a realizarem eventos semelhantes. E como o empresário pode tirar delas o melhor proveito nesse momento? O que deve ser liquidado e quais os cuidados que devem ser tomados? A seguir destacam-se alguns pontos importantes:

§  FAZER O PLANEJAMENTO FINANCEIRO DA LIQUIDAÇÃO

É importante que o empresário faça, antes de tudo, uma análise financeira da liquidação que pretende fazer. Com base nessas informações ele poderá concluir sobre o desconto máximo que poderá ser concedido nas mercadorias.


§  SELECIONAR AS MERCADORIAS

Antes de planejar a liquidação o empresário precisa ter em mente quais mercadorias serão liquidadas e de que forma. A redução de preços deve considerar o ponto de equilíbrio do produto. Deve-se também observar a quantidade de itens que está disponibilizada para cada peça.

Muitos lojistas têm dúvidas se devem liquidar todo o estoque ou apenas parte dele. Cada caso deve ser analisado cuidadosamente, para decidir quais produtos serão os escolhidos. Geralmente os itens colocados em oferta são aqueles de menor giro, ou seja, de menor saída. Porém compras efetuadas com grandes descontos, também podem representar boas oportunidades para a realização de liquidações. Outra boa opção para liquidação são os itens de mostruário.

§  ATRAIR O CONSUMIDOR E CONVENCÊ-LO A COMPRAR

É importante que o consumidor atribua notável confiança à liquidação anunciada, pois assim ele irá acreditar na oferta e essa poderá ser uma ótima oportunidade que o incentive a comprar, apesar de já estar com reduzido poder de compra em função do endividamento existente.


§  DIMENSIONAR O DESCONTO

Outro ponto que pode abalar a credibilidade é o tamanho do desconto. Algumas lojas anunciam descontos de 50% ou mais. Numa economia estabilizada este tipo de anúncio pode gerar desconfiança, pois o consumidor brasileiro tem uma boa noção de preços. Além disso, grandes descontos afetam a imagem da loja, principalmente quando a liquidação acaba e os preços retornam aos patamares normais.


§  AVALIAR OS CUSTOS COM DIVULGAÇÃO

Além disso, o empresário deve considerar nos cálculos, gastos com publicidade, que é a chave para o sucesso de sua liquidação. Ainda assim, quando não for possível alterar muito o preço em razão da situação financeira, restarão ainda alternativas não relacionadas ao preço que poderão incrementar as vendas.

Enfim, este é um bom momento para realizar uma liquidação, pois muitos consumidores reservam recursos para aproveitar essa época a fim de obter as melhores condições de compra.


Assessoria Técnica

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Orientações para limpar o nome

Algumas pessoas acabam deixando de pagar suas contas, seja porque aparecem alguns imprevistos no mês e as contas fogem do controle ou mesmo por descuido.

Então, acabam ficando com o "nome sujo", o que significa que estão com seu nome cadastrado nos órgãos de proteção ao crédito, como Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Serasa, entre outros. Com o nome sujo o consumidor perde o cheque, não consegue crédito em instituições financeiras, não pode ser avalista e, principalmente, não pode fazer compras a prazo.
Para saber se seu nome está sujo acesse: www.maisconsultas.com ou vá pessoalmente ao SPC e Serasa em sua cidade.

Após receber a notificação ou telefonema informando a inadimplência, procure a empresa a qual você está devendo e negocia quitação de sua dívida;
Você terá um prazo de dez dias para fazer isso, antes que seu nome seja registrado na Serasa e/ou no Serviço de Proteção ao Crédito – SPC;

Depois da confirmação do pagamento da primeira parcela em 24 horas seu nome será retirado da lista de devedores;
Se você não receber a notificação, descubra para qual empresa você está devendo e qual é o valor desta dívida; e

Outra opção é procurar o SPC ou Serasa e pedir um extrato de todas as suas dívidas em aberto em entidades associadas, como as Associações Comerciais, por exemplo. Procure então os credores e negocie os pagamentos;
Quando já há protesto em seu nome, vá até o cartório que registrou o protesto e peça os dados de quem o protestou. Entre em contato com o estabelecimento, regularize sua dívida e solicite uma carta que afirme que sua dívida foi quitada. Pessoas físicas também podem pedir protesto. Retorne ao cartório que registrou o protesto, apresente a carta e peça o cancelamento.

Assessoria Técnica

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Efeitos do 13º salário na economia brasileira

Com a chegada do fim de ano, o comércio varejista já se prepara para o Natal, a melhor data para o comércio. Dezembro apresenta, em termos de faturamento, um crescimento sazonal de 30% sobre novembro. O 13º salário vem aquecer as vendas e estimular esse crescimento. Por isso, as lojas já estão se preparando atender as necessidades do consumidor que quer levar o melhor produto pra casa. Para o consumidor o recebimento do salário extra, poderá ser utilizado tanto para quitar dívidas, contraídas anteriormente, quanto para realizar novas compras para as festas de final de ano. 
 
Para o ano de 2011 estima-se que até dezembro o pagamento do 13º salário deverá injetar cerca de R$ 118 bilhões na economia brasileira, o que representa 2,9% do PIB – Produto Interno Bruto. Considerando-se os trabalhadores do mercado formal, empregados domésticos, aposentados e beneficiários, cerca de R$ 78 milhões de brasileiros receberão o 13º salário.
Nesse ano, o valor médio pago a título de 13º salário deverá ser 16% maior do que foi pago em 2010 e o número de pessoas que receberão aponta crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior.

O valor médio dos salários pagos, considerando todos os setores da economia, deverá ficar em torno de R$ 1.783,47. O maior valor médio pago será em Brasília, estimado em R$ 3.193,00 e o menor no Maranhão que deverá ficar em R$ 974,00.

No final de novembro os consumidores receberam a primeira parcela do 13º salário. Em geral quanto à forma de utilização das parcelas do 13º salário, pode-se observar que quando se trata das famílias de renda mais baixa, tal recurso será destinado, quase na sua totalidade, para o pagamento de dívidas. Os consumidores da Classe C que representam 50% do mercado consumidor e que necessitam claramente do 13º para saldar dívidas.

Já quando se trata de famílias de renda mais elevada, embora também destinem parte para o pagamento de dívidas, gastam ainda em compras, serviços e viagens. Costumam também gastar em diferentes alternativas, já que consomem produtos diferenciados e de maior valor, que vão desde a reforma da casa até a compra de móveis e de novidades da época.

Assessoria Técnica

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Como será o natal?

Muitos dados de nossa economia indicam que, apesar da piora do humor ao longo do mês de setembro e parte de outubro, as vendas de Natal e de final de ano tendem a ser maiores do que em 2010. No ano passado, houve crescimento de cerca de 6% nas vendas de Natal, o mesmo valor acumulado do ano todo, ou seja, o Natal de 2010 seguiu a média do ano. Para este ano estamos esperando crescimento de 3% a 4% nos resultados acumulados e pouco mais de 3% para o Natal isoladamente. Os dados ainda estão sendo revisados, mas a tendência deve ser esta mesmo.

O que nos habilita a apostar nesse crescimento?
1.         Em primeiro lugar, temos hoje uma taxa de desemprego que é a menor da série histórica. Menos de 6%, que é uma taxa um pouco menor do que a percebida no mesmo período de 2010.
2.         Além do desemprego um pouco mais baixo, temos um número de postos de trabalho ocupados maior do que em 2010.
3.         O crescimento do emprego foi também acompanhado de um pequeno aumento no rendimento médio, e essa conjunção deve agregar cerca de 5% à Massa de Rendimentos Reais em 2011, comparativamente a 2010.
4.         O volume de crédito segue crescendo, e as concessões neste Natal (ao longo de dezembro) devem ser 10% a 15% maiores do que em dezembro de 2010.
5.         O 13º salário deve ser 16% maior ao longo de 2011 do que foi em 2010, o que, em termos reais vai representar um crescimento de 8%.
6.         Pesquisas com varejistas mostram que a percepção geral relativas aos estoques e de que os mesmos estão adequados.
Na realidade, nossas projeções e séries históricas mostram que os principais determinantes do consumo são renda, crédito e emprego. Claro, a confiança do consumidor pode fazer a diferença se esta estiver muito acima ou muito abaixo no momento da comparação, mas, a rigor, com esses números do lado real e com a tendência de calmaria no mercado neste momento, as apostas são de crescimento moderado.
O papel do 13º
Neste ano, estimativas mostram que o 13º salário deve agregar à economia cerca de R$ 118 bilhões, ou R$ 16 bilhões a mais do que no ano passado. Esses valores são disponibilizados aos trabalhadores e aposentados ao longo do ano, e para quem está na ativa, 50% pode ser antecipado no momento das férias. Todavia, a maior parte começa a ingressar no final de novembro e termina em meados de dezembro. Estimamos que mais de 70% desses valores entrem na economia a partir da última semana de novembro. O valor em si representa cerca de 3% do PIB ou 5% de todo consumo do País.  Nem todo o dinheiro recebido é gasto no consumo, uma parte é poupada e outra é usada para pagamento de dívidas. Independentemente disso, o volume total deste ano, sendo maior do que em 2010, permite imaginar que haverá crescimento no consumo.
Por todos esses motivos, acreditamos que o Natal terá crescimento moderado em relação ao ano passado. Mas existem motivos para que alguns setores não comunguem desta percepção: é porque não comungam no resultado. A indústria nacional, por exemplo, vai competir mais agressivamente neste ano com os importados do que em 2010, e isso faz com que haja diferenças entre o desempenho do varejo e o da indústria de transformação.
Assessoria Técnica

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Como mensurar a demanda de Natal

O desempenho do varejo sempre pode ser antecipado com alguns indicadores antecedentes. Não requer muita magia ou análises multivariadas sofisticadas para que se consiga antecipar com boa dose de precisão o que vai acontecer com as vendas nos próximos dois ou três meses. Claro, sempre existirá o imponderável, mas quando ele aparecer, voltamos à planilha de cálculos e projeções e refazemos o cenário. Dentre as forma mais fáceis de fazer projeções, que estão disponíveis a todo porte de empresa/empresário, sugerimos o acompanhamento de alguns dados, em conjunto, ou seja, um dado pode estar errado, mas a coleção de informações tende sempre a estar correta em média, e pode ser grande aliada na hora de se fazer o planejamento.
Para o Natal, a data mais importante para o varejo, o planejamento é essencial para que não haja nem o risco de desabastecimento (quando a loja perde a venda e provavelmente o cliente para um concorrente muito próximo) e nem o de encalhe de mercadorias na prateleira. Para os varejistas o ideal é um mês de janeiro sem promoções. Mas que dados públicos, de fácil compreensão e fartamente divulgados existem que possamos usar? Sugerimos alguns desses dados:

1. Massa de Rendimento Real: disponível no IBGE     http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/default.shtm
É uma derivada da pesquisa de emprego. Ou seja, não adianta apenas o número de empregos estar crescendo, o que importa é a soma total dos rendimentos dos consumidores, em relação aos meses anteriores, e, mais importante, em relação ao mesmo período do ano passado – o que os economistas chamam de comparação T – 12.

2. Volume de Crédito à Pessoa Física: disponível no Banco Central: http://www.bcb.gov.br/?INDECO
A capacidade de consumo das famílias depende da renda e do emprego atuais, mas também do volume de crédito disponível. A comparação da concessão de crédito mensal presente com o que ocorria em T-12 é um importante indicador, pois permite que o consumidor pague seus antigos débitos, talvez “rolando” uma dívida antiga, ou faça novos crediários. Vale ressaltar que os indicadores de crédito ainda dispõem de informações qualitativas sobre o mercado creditício, como o prazo dos financiamentos (enquanto estiver se alongando, mais facilidade em pagar existe) e a taxa média de juros praticada (que nos dá um indício de risco, e de custo desse crédito).

3. Endividamento e Inadimplência em São Paulo e no Brasil respectivamente: (WWW.fecomercio.com.br) (WWW.cnc.org.br)
Além de emprego e renda, também é relevante saber a quantas anda o grau de endividamento das famílias. Se muito endividadas, a capacidade/interesse de tomar novos empréstimos será menor. Um olhar na série histórica pode dizer muito sobre o tema.

4. Índice de Volume de Vendas no Varejo: o IBGE divulga índice nacional, a Fecomercio regional e os dados podem ser obtidos no site do BC (http://www.bcb.gov.br/?INDECO) do IBGE e da Fecomercio.
Os resultados dos últimos meses desses indicadores dão uma noção de como está de fato o termômetro das vendas em geral. Esse é um importante indicador presente para que cada empresário possa se situar no seu mercado e na economia.

5. Confiança do Consumidor e Intenção de Consumo das Famílias (WWW.fecomercio.com.br)
Não adianta nada termos aumento da Massa de Rendimentos, mais crédito, pouco endividamento e um bom desempenho de vendas nos últimos meses se por algum motivo a confiança das pessoas está se dissipando. Uma parte importante das decisões de compra depende de fatores puramente quantitativos como renda e crédito, mas outra porção importante depende da visão de futuro do consumidor, de sua confiança. Ainda bem que também existe método para mensurar esse indicador.

6. Outras fontes: Serasa, indicadores específicos de associações e sindicatos setoriais e regionais, sondagens de datas comemorativas:
Usar outras fontes é sempre bom, pois o que se conseguir a mais de informação não prejudicará a análise. Fontes direcionadas, setoriais são bons complementos de informações mais gerais. Só temos que tomar cuidado para limitar as informações, pois é impossível hoje em dia darmos conta de todo o volume que recebemos. O ótimo é inimigo do bom: é melhor ter algo simples do que uma montanha de informações incompreensíveis. Racionalmente, colocamos nesse boletim uma ordem de importância (não extremamente inflexível) dos indicadores que devemos acompanhar.

Um olhar atento a todos esses indicadores, e suas séries históricas podem ser poderosos e simples instrumentos de previsão de desempenho. Não á custoso NE difícil fazê-lo, e não há praticamente nada que uma boa planilha de Excel não possa resolver de forma rápida e simples. Os modelos mais sofisticados custam muito caro, e são úteis no limite para grandes empresas e conglomerados, e tem mais: de forma geral são compostos com os indicadores acima, às vezes de maneira mais elegante, mas nem sempre mais eficiente.
Assessoria Técnica

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Comércio já avalia a contratação de temporários

O empresário do comércio já começou a se preocupar com os preparativos para o movimento de final de ano. Como o Natal vive a expectativa de ser a melhor data do ano para o comércio, uma das questões que preocupam é a contratação de mão de obra temporária a fim de cobrir o aumento da demanda esperada para a época.

Em média o faturamento real do varejo em dezembro apresenta crescimento sazonal de 30% quando comparado a novembro. Tal perspectiva exige uma estrutura eficaz de atendimento. Além do aspecto estrutural, a economia dá sinais de que teremos um Natal tão bom quanto foi o último, citado como o melhor da década.
Diante de importantes decisões sobre compras, estoques, estratégia comercial, dentre outras, a contratação de mão de obra temporária merece destaque, pois traz agilidade para o negócio. Além disso, é importante lembrar que o empregado temporário tem a expectativa de sua efetivação e se empenhará na função, a fim de obter a vaga, e poderá surpreender.

O mercado de trabalho temporário movimenta uma parcela importante da economia no País. No ano de 2010, apresentou crescimento de 6,4% em relação ao número de contratados de 2009, tendo sido contratadas 921 mil pessoas com média salarial de R$ 903,00. A expectativa para este ano é de que as contratações temporárias ocorram na mesma proporção.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Comodities vão impulsionar o PIB em 2011

O Banco Central criou um indicador para acompanhar os preços de grupos de commodities (Agropecuária, Metais e Energia) e a composição média na pauta brasileira de produção/comércio internacional. Ou seja, com base nos índices de preços desses grupos de commodities podemos antecipar o desempenho das exportações líquidas e da atividade econômica. Esse indicador, o IC-BR, se diferencia dos existentes no mercado, como o do Commodity Research Bureau (CRB), por levar em consideração as particularidades do Brasil.

Dito isso, o que se pode afirmar é que, no primeiro trimestre deste ano o indicador atingiu o seu patamar histórico mais elevado. Desde então, por conta da redução das expectativas de crescimento mundial que derivaram da piora do cenário americano e europeu, o indicador apresentou uma tendência de queda significativa. Em agosto, essa tendência de queda cessou, e ainda os preços internacionais de commodities não estejam no seu pico, em média estão muito elevados em relação ao patamar histórico e mesmo em relação ao ano passado.
Em média, os produtos em que o Brasil é um participante relevante do mercado, seja importando ou produzindo/exportando, subiram 18% em relação a agosto de 2010 e acumulam em oito meses 32% de alta. Se não houver mais mudança nos preços, como sugerem as projeções do momento, os preços das commodities devem ficar entre 20% e 25% mais altas em 2011 do que em 2010, aumentando o bônus internacional recebido pelo Brasil no saldo comercial. O País tem obtido ganhos de exportação tanto pelo volume, quanto pelos preços dos produtos exportados, e esse fenômeno tem ajudado a economia, mantendo de certa forma a capacidade de endividamento interna e externa. Também é verdade que o dinamismo das exportações - ainda que estas sejam baseadas em primários - tem ajudado a manter empregos e uma taxa de crescimento acima da média mundial, e também responde por grande parte da valorização cambial do momento.

Como se vê, a tendência de alta foi interrompida a partir do segundo trimestre, mas mesmo assim, em termos históricos, os preços das commodities se mantêm em patamares elevados, o que deve ser considerado positivo de forma geral. Não há expectativa de grandes quedas adicionais nos preços desses produtos, mesmo tendo em consideração uma redução do ritmo mundial de crescimento. Neste momento, não é esperada uma recessão mundial de grandes proporções ou um corte de crédito monumental nos mercados internacionais como ocorrera em 2008 com a quebra do Lehman Brothers. Podemos esperar mais alguns meses de câmbio valorizado, ainda que tenha havido um ajuste nas últimas semanas, e também devemos nos acostumar com o enorme incentivo internacional à produção e exportação de produtos primários, hoje muito demandados.
Assessoria Técnica

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Indústria mantém tendência de desaceleração

O IBGE divulgou os dados de julho de produção industrial, que confirmaram a tendência de desaceleração. Neste ano, essa é a terceira vez que o resultado do volume produzido no mês foi inferior ao verificado no mesmo mês do ano anterior. Até o momento, a indústria acumula crescimento de 1,4% nos primeiros sete meses do ano em relação ao mesmo período de 2010. Esse resultado é bem inferior ao verificado pelo comércio e mesmo do que a expectativa do PIB para 2011.
Em março, abril e agora em julho, os números ficaram no vermelho para a indústria. Independente disso, quando se olha o gráfico, salta aos olhos a tendência de desaceleração contínua, desde a segunda metade de 2010. Esse resultado é ruim e se deve a alguns fatores básicos: câmbio muito valorizado, aperto monetário do final de 2010 e baixa competitividade estrutural da indústria brasileira.
Quanto ao câmbio, somente a redução dos juros básicos poderá de fato gerar uma reversão desse quadro, o que não é esperado no curtíssimo prazo. A redução de juros também pode melhorar as condições de financiamento para Pessoa Jurídica e alavancar novamente investimentos. Com relação ao custo da baixa competitividade estrutural, a reversão somente se dará no longo prazo, se houver entendimento político de que o País precisa de um choque de gestão.

Observação: ainda que o IBGE tenha um excelente histórico de pesquisas e de qualidade técnica, esse resultado da indústria causa estranheza quando cotejado com os resultados que o instituto divulga para o Comércio. Ainda que haja importação crescente de manufaturados e que existam estoques entre a Indústria e o Varejo, o diferencial de desempenho tem sido muito grande, por muito tempo. Pelo fato de ser muito grande, o diferencial entre as vendas no Comércio e a Produção na Indústria não pode ser totalmente explicado pelas exportações líquidas de manufaturados. Pelo fato desse processo ser longo, exclui-se a explicação de ajustes de estoques. Vale a pena o aprofundamento dessa análise.
Assessoria Técnica

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dia das Mães e as trocas de Mercadorias - obrigatoriedade ou liberalidade

O Dia das Mães é uma data comemorativa da qual se depreende grande impacto no comércio. Porém, não é só o dia tradicionalmente comemorado que gera grande movimento no comércio. O Dia das Mães provoca, ainda, reflexos nas semanas subsequentes à data, em razão das costumeiras trocas e devoluções de mercadorias.
Em razão disso, surgem muitas dúvidas, por parte de consumidores e lojistas, quanto à obrigatoriedade da troca ou devolução do produto ou serviço.
Nesse sentido, há que se esclarecer que não há obrigatoriedade na troca de produtos ou serviços caso esses não possuam vícios. Ou seja, se não houver defeitos e a mercadoria encontra-se em perfeitas condições de utilização para qual se destina, somente ocorrerá a troca do produto por liberalidade do fornecedor.
Entretanto, quase todos os estabelecimentos comerciais adotam tal prática. Pois, visam dessa forma, garantir a satisfação dos consumidores para que esses se tornem seus clientes.
Porém, é importante frisar que, uma vez concedido esse benefício pelo fornecedor, não mais poderá ser extinta essa condição, haja vista que uma vez acordado entre as partes, mesmo que verbalmente, torna-se parte do contrato, na maioria dos casos tácitos.
Há também a exceção do chamado direito de arrependimento, pelo qual o consumidor que adquire um produto fora do estabelecimento comercial dispõe de sete dias para reclamar solicitando o a troca da mercadoria dentre outras opções.
Importante lembrar, ainda, que a liberalidade da troca do produto ou serviço não se aplicará quando houver qualquer vício no objeto da negociação. Nesse caso, o fornecedor deverá a critério do consumidor, caso não solucione o problema em trinta dias, realizar a substituição do produto, restituir a quantia paga, monetariamente atualizada, ou efetuar o abatimento proporcional do preço.
Contudo, para que não haja situações desagradáveis tanto para o empresário quanto para o consumidor, sugere-se que seja observada a Lei 12.291/2010, que determina a disponibilização de um exemplar do Código de Defesa do Consumidor em local de fácil visão e acesso, a fim de dirimir eventuais conflitos.
A Fecomercio disponibiliza um link para que seja baixado o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90). Para fazer o download acesse: www.fecomercio.com.br.

Assessoria Técnica